sábado, 23 de abril de 2011

"Lápis nº2" - 2º capítulo!


Olá a todos! Lamento imenso por não ter conseguido publicar as fanfics de quinta e sexta, mas, como estou de férias com os meus pais não tem sido fácil o acesso ao meu computador. Logo,hoje postarei tudo o que tenho em atraso, incluindo as duas fics, a "Lápis nº2" e a "Too Lost in You". Aqui vai o 2º capítulo da "Lápis nº2". Boas leituras ;)

2º Capítulo

-Deixa ver se eu entendi. Então nós vamos a uma partida de futebol do namorado da irmã do seu namorado, para nós observarmos o amigo dele?
- Esse é o plano. Agora pára de enrolar e entra nessa cabine.
Alice me empurrou para dentro e me entregou a blusa. Praticamente todas as sextas ela arrastava-me para o shopping e fazia-me passar horas a experimentar roupas que eu nunca iria usar na vida. Eu vingava-me fazendo-a olhar para todas as estantes da livraria perto do colégio.

Tranquei a porta da cabine e comecei a trocar de blusa.

- Alice, realmente não é uma boa ideia. Eu nunca falei com Emmett.

- Essa é uma ótima oportunidade para falar. - ela respondeu através da porta. - A sério, Bella, você tem que ser mais sociável.

Enfiei a blusa pela cabeça, ajeitei no corpo e abri a porta da cabine.

- Não faço questão de sociabilidade. E não gostei da blusa.

- Você não tem que gostar da blusa, a blusa tem que gostar de você. - ela respondeu, com os olhos brilhando. - E essa definitivamente gostou. Nós vamos levar.

- Eu só tenho dinheiro para o lanche. - argumentei.

- Presente de aniversário.

- Meu aniversário é em Setembro. Estamos em Maio.

- Então eu não te dou nada no teu aniversário.

Era impossível discutir com Alice. Suspirando, voltei para dentro da cabine e coloquei a minha própria blusa, e fomos para a fila interminável do caixa.

- Só por curiosidade, quanto custa essa blusa mesmo? - perguntei, quando ela tirou o cartão de crédito da carteira. Em geral, ela só usava o cartão quando era caro demais para a mesada dela.

Ela não me respondeu, e eu tive que olhar no monitor do caixa para saber a resposta.

- Alice! - ela se encolheu com o meu tom "não-acredito-que-você-vai-gastar-isso-tudo-com-roupas

- Mas, mas, mas... é Colcci! E você precisa de alguma roupa descente para ir no jogo.

- Eu não vou, põe isso na cabeça!

- Vai sim.

- Não. Vou. - finquei pé. Eu tinha mais coisa para fazer no meu sábado. Tipo estudar Biologia.

- Bella! Vai, por favor! Vai ser divertido!

Ah, não. Ela estava fazendo aquela carinha. Aqueles olhos grandes e brilhantes. Aqueles lábios inclinando-se para baixo.

- Pára com essa cara, Alice, não é justo! - desviei os olhos do rosto dela para não ter que ver.

- Vai, Bella! Por favor! - não adiantava, o tom de choro dela também era persuasivo. Suspirei e olhei para ela de novo.

- Você sabe que essa cara não vale.

Sua expressão triste se desfez e ela sorriu, sabendo que tinha ganhado essa.

Então eu acabei por ir ao jogo no sábado. Charlie ficou meio confuso com a história do "namorado da irmã do namorado", mas assim que eu mencionei Alice ele relaxou. Meu pai simplesmente adorava Alice.

Ela e o Jasper me deram boleia até o jogo. Ia ser em um parque a alguns quarteirões da escola de Emmett, que ficava muito longe da minha casa, e embora eu tenha suspirado de impaciência e reclamado contra a chantagem de Alice, a verdade é que eu estava muito empolgada para ir.

Quer dizer, Edward, o cara do lápis, iria estar lá e, mesmo que eu preferisse enfiar farpas de bambu debaixo das minhas unhas a admitir para Alice, esse era um bom motivo para ir. Lembrei da sensação formigante nos dedos quando peguei o lápis que ele me oferecia, e me dei uma chapada leve de censura na testa.

Era bem típico de mim, mesmo. Eu quase nunca me apaixonava, mas, quando acontecia, era por alguma coisinha estúpida assim. Bem típico do 5º ano. Alice dizia que com essa história de "ritual do lápis da sorte" eu nunca chegara aos dezessete, e eu concordava com ela: eu ainda era uma totó de onze anos.

- E eu não estaria aqui se não fosse pela sua chantagem emocional, ouviu, Alice? - terminei uma de minhas longas reclamações, apenas para me distrair do palpitar acelerado do meu coração. Alice resmungou do banco da frente.

- Você já disse isso três vezes. Tem alguma coisa que você quer esconder? - pelo retrovisor, eu pude ver seus olhos se estreitando em desconfiança, e dei de ombros. Parei de falar, mas ela continuou me encarando.

O parque não tinha estacionamento interno, então Jasper estacionou na porta e nós fomos caminhando. Eu observei ele e Alice enquanto andávamos. Eles eram realmente muito fofos juntos. Jasper estava com a mão na cintura de Alice e praticamente de joelhos para que ela pudesse apoiar a cabeça em seu ombro, e ela abraçara seu tronco.

Era difícil acreditar que eles se odiavam antes.

- Ei, Jasper! - uma voz chamou quando chegamos ao campo. Todos nós viramos a cabeça na direção da voz e lá estava Emmett. OMG, ele era muito grande. Ainda mais com aqueles protetores de ombro para jogar futebol. Acho que eu nunca iria me acostumar ao tamanho dele.

- Ae, chegou o rapaz que faltava para completar a nossa equipa! - quando Emmett disse "nosso", ele chegou para o lado para podermos ver o resto da equipa. Logo atrás dele estava outro menino, também enorme por causa dos protetores de ombro. Apesar de seu rosto estar parcialmente escondido pelo capacete, eu não tinha dúvidas de que era Edward.

O nosso olhar encontrou-se por um momento e ele desviou os olhos. Ele não pareceu reconhecer-me, mas eu não consegui impedir-me de corar olhando para ele.

O olhar de Alice foi tão intenso que eu consegui senti-lo na minha nuca.

- Lice, se importa se eu for jogar? - Jasper perguntou, e Alice sorriu para ele.

- Não, Jazz, pode ir.

- Jasper é fofo. - comentei, tentando distrair Alice. Ela virou o rosto para mim com os olhos faiscando.

Corei ainda mais do que antes.

- Nada. - ela ergueu uma sobrancelha e eu suspirei. Porcaria de fluxo sanguíneo.

- Tá bom, tá bom. Lembra do Sammy?

Ela bufou e me olhou com impaciência.

- Tá, pergunta idiota. Eu o conheci por causa de um lápis, certo?

- Certo. E...?

- E que... - achei que não fosse possível, mas meu rosto conseguiu ficar mais vermelho enquanto eu tentava falar. - Eu troquei de lápis sexta, lembra?

Alice olhou-me sem entender, até que a ficha caiu. Seus olhos voaram para a porta do vestiário por onde Edward tinha entrado e então na minha direção. Eu assenti, e ela começou a gargalhar.

- Não é tão engraçado, Alice! – resmunguei – Quer dizer, Edward é um bom rapaz.

- Ah, claro. Não é todo mundo que empresta um lápis. – ela continuou gargalhando e eu olhei para os meus pés, desanimada. Alice tinha razão. Eu nunca tinha nem falado com ele. Isso ia acabar igual a todas as minhas paixonetas: eu ia me decepcionar ao conhecer Edward e descobrir que não tínhamos nada a ver um com o outro, ou eu ia me decepcionar porque nunca conseguiria falar de verdade com ele.

Alice deve ter percebido o meu desânimo, porque parou de rir e olhou para a porta do vestiário de novo, de onde os meninos estavam voltando. Jasper estava imenso, como os outros.

- Ah, mas ele até que é bonitinho. E forte. – o tom de Alice deixava claro que ela estava tentando me animar de novo. Por isso eu gostava de Alice: ela fazia o possível para me ver sorrindo.

Dessa vez, porém, eu apenas rolei os olhos.

- Ele está vestido para jogar futebol, Alice. Não tem como saber! – minha voz soou um pouco mais amarga do que eu pretendia.

- Ah, Bella, desculpa! Não faz essa cara não! – ela parecia arrependida de ter rido, então eu fiz um esforço para parecer mais animada.

- Não tem problema, Alice. Não ia dar em nada mesmo.

Ela abriu um sorrisinho que eu conhecia bem, e que em geral queria dizer problemas.

- Ah, não! Alice, eu te proíbo. – falei com firmeza, e o sorriso de Alice aumentou. – O que quer que você esteja planejando, eu te proíbo de fazer isso!

- Não estou planejando nada! – ela se defendeu. Eu ergui uma sobrancelha.

- Tá bom, talvez eu esteja. – Alice admitiu – Mas é só para retribuir um favor!

Estreitei os olhos, desconfiada.

- Que favor?

- Bom, eu ainda estou te devendo por você ter me juntado com o Jasper... – ela começou, mas eu interrompi.

- Não! Pela última vez, eu não quero esse tipo de favor!

Alice vivia tentando me juntar com alguém, e o facto de eu estar solteira mostrava a eficiência dos seus planos. Na verdade, eles só tinham uma falha: em geral, eu não queria absolutamente nada com os rapazes que ela escolhia, apesar de ela fazer parecer que eu queria. Mike, por exemplo, ainda jurava que eu o amava.

- Ah, Bella! Você vive falando que não quer nada com os caras que eu escolho, então eu escolhi um que você quer! – ela teimou e fez biquinho. E eu era a criança de 11 anos!

- Não vai dar em nada, Alice! – lembrei a ela.

- Eu faço vocês virarem melhores amigos, ou quase, porque eu ainda existo, em uma semana. Quer apostar? – ela estendeu a mão para que eu a apertasse, mas eu apenas a empurrei.

- Que foi? Tá com medo de perder? – ela já tinha um sorriso vitorioso no rosto.

- Não. Tô com medo de ganhar.

O sorriso de Alice caiu um pouco, mas se manteve inteiro.

- Te garanto que essa você vai perder.

Revirei os olhos e me virei para observar o jogo, mas de repente Alice se atirou sobre mim e abraçou minha cintura com força, pousando sua cabeça em meu ombro.

- Ah, Bella! Eu adoro você! E acho que você precisa de um homem que te faça feliz!

- Já estou bem servida com o que tenho, Alice.

Ela abriu a boca para me responder, mas foi interrompida por alguma coisa que passou zunindo a milímetros do seu nariz. Olhei para Alice, atordoada, e ela me respondeu com o mesmo olhar. Quinze segundos depois, um dos jogadores veio em nossa direção.

- A bola acertou numa de vocês?

Tentei disfarçar a minha reação à voz de Edward como um movimento para procurar o míssil atirado em nossa direção. Alice olhou para mim e depois para ele, com um sorrisinho sugestivo nos lábios.

- Quase matou a Bella.

Lancei um olhar furioso para Alice e ela me respondeu com um sorrisinho inocente. Edward se virou para mim.

- Desculpe, Isabella. Não foi minha intenção. Magoei-te? – ele perguntou-me, virando-se para mim. Seus olhos verdes refulgiram, semiocultos pelo capacete. Eu forcei as palavras para fora com esforço.

- N... Não, está tudo bem.

Alice se abaixou para pegar a bola, mas, ao invés de entregar a Edward, ela começou a sacudi-la na mão.

- Então, você é o Edward, não é?

- Sou. – ele respondeu, com uma cara um pouco intrigada.

- Eu sou Alice, namorada do Jasper, irmão da Rosalie, namorada do Emmett.

Edward olhou para ele com uma cara assustada agora, e eu tive que interferir. Não ia deixar Alice fazer uma coisa dessas.

- Ignore Alice. Ela não tem noção do tanto que essa frase é confusa.

Edward deu de ombros, e tivemos um momento de silêncio desagradável. Eu desejei que Alice entregasse logo a bola para Edward, para que ele pudesse voltar ao jogo, mas ela continuou sacudindo a bola. Um começo de decepção me acertou: eu sabia que ia dar nisso. Simplesmente não tínhamos assunto!

- Então – Alice quebrou o silêncio -, você é bom em Biologia, certo?

Edward assentiu e ela continuou.

- Ah, que bom. Bella aqui jura que vai repetir, e precisa de um professor particular. Você se importaria...?

Ele sacudiu a cabeça em negativa e virou para mim, me examinando com o olhar.

- Você é da minha sala, não é? A menina do lápis.

Eu corei e assenti, e juro que vi uma sombra de sorriso se formar em seus lábios. Ou eu estava apenas projetando minhas expectativas de novo. Possível.

- Não tem problema. A gente marca, Isabella.

Assenti de novo, e Alice estendeu a mão para ele com um sorriso imenso no rosto.

- Muito gentil você, Edward.

Ele pegou a bola e voltou para o jogo. Assim que ele se virou, eu olhei furiosa para Alice de novo.

- Você está morta.

- Admite que você gostou, Bella! Você acabou de conhecer o cara e praticamente marcaram um encontro. Isso vai ser muito fácil. – seu sorriso aumentou e eu gemi.

- Não vai ser fácil porque você não vai fazer nada, ouviu, Alice?

Ela parou de sorrir e assumiu uma expressão séria.

- Tudo bem, Bella. Se você não quiser, não faço nada.

Seu rosto estava impecavelmente sério e sua voz não continha nenhum traço de ironia ou zombaria. Mesmo assim, eu sabia que ela não ia ficar parada.

Twikiss :)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"The Story" - 1º capítulo!


Lamento imenso pelo atraso, mas estes últimos dois dias estão a ser agitados e mesmo agora para estar aqui foi mesmo numa "escapadinha"! Espero que gostem do 1º capítulo da "The Story"! Boas Leituras ;)

1º Capítulo

Isabella Swan

Olhando-me no espelho deparo-me com uma figura morena, de estatura média, que, provavelmente será deveras resmungona e um tanto ou quanto teimosa. Uma pessoa orgulhosa que se magoa com muita facilidade - literalmente. Quem sou? Prazer, Isabella Swan. Filha de Charlie e Reneé Swan ambos aposentados após anos a trabalhar arduamente para que pudessem viver razoavelmente bem a longo prazo. Vivo em Nova Iorque, num apartamento aconchegante todo decorado minuciosamente decorado pela minha querida mãe.
Enquanto estou para aqui a falar, tenho a ligeira impressão de que me esqueci de algo, oh sim, claramente esqueci-me de algo! Não vos contei um detalhe importante sobre mim. Na maioria das vezes sou uma pessoa distraída que nunca me lembro do que preciso ou do que tenho que fazer. Sabem quando temos um compromisso importante e acabamos por nos esquecer? É assim que eu vivo constantemente. Tenho sempre de me esquecer disto ou daquilo. Na verdade acho que as pessoas já nem ligam pois sabem que não o faço por mal.
Trim, trim, trim.
Ok, o telemóvel está a tocar. Onde pus o telemóvel?
Trim, trim, trim.
Era capaz de jurar que o tinha posto a carregar ainda à pouco. Ou será que isso foi ontem?
Trim, trim, trim.
Ahh, achei-te! Como será que vieste parar ao meio das almoçadas? Acho que nunca seria capaz de compreender as minhas atitudes, isso é um facto.
- Sim...? - Não sei porque me dei ao trabalho de atender com uma voz tão calma visto que já sabias tratar-se da Alice, vulgo a minha pequena pilha stressante que domino por melhor amiga. Já sabia que teria de ouvir mais um dos seus discursos sobre o quanto era importante decidir-me em relação ao meu futuro.

- Estava difícil falar contigo não achas? O que estavas a fazer? Não me digas que já estavas a estudar. Oh não espera, estamos de férias… – Aproveitei para suspirar – Mas bem, porque é que não me respondes? A sério temos que falar, não podes continuar fechada em casa e fingir que nada se passa. Temos que aproveitar os últimos dias em que podemos estar todos juntos antes de nós irmos para a faculdade e tu para … e tu sei lá para onde. Isabella?!

- Ah estou aqui. Bom acabaste? A sério agradeço muito essa tua preocupação desmedida mas sinceramente estou cansada dessas conversas cheias de pressão. És tu, é a minha mãe, o meu pai, enfim, toda a gente resolveu bombardear-me com esse assunto. – Aproveitei para mexer no meu cabelo, um tique habitual e que nunca falhava em situações como esta – Quando vamos sair? Aproveito e conto-te todos os meus planos.

- Bom, sendo assim acho que podemos resolver isso facilmente. Hoje, Bambs, 23h não te atrases que eu chamo o resto do pessoal! Kiss, kiss, ly bitch.

PI PI PI

Adoro a maneira que a Alice tem de deixar-me a falar sozinha. Bem, Bambs não seria mal de todo. Para quem não sabe Bambs é o bar mais badalado aqui da zona. Se queremos festa é para lá que temos de ir.

O que será que vou vestir? Acabo de me lembrar do vestido novo que recebi da minha mãe. Curtinho, preto com alguns brilhantes, justo ao corpo evidenciando as minhas curvas que diga-se de passagem não são assim tão más. Sapatos de salto prateados e uma bolsa de mão da mesma cor fazem um look extremamente perfeito.

Resolvi ir tomar um banho relaxante enquanto deixava a música do meu rádio inundar todo o meu quarto. Música, uma das coisas que jamais dispensaria da minha vida. Certas pessoas têm a mania de falar que não podemos deixar-nos levar pela letra de uma música. Eu acho o contrário. Uma boa música tem de ser apreciada desde a mais ínfima nota musical até há mera palavra emocionante que nos toca a alma.

Saindo do banho tive uma breve visualização de que a minha vida estava gradualmente a compor-se. É verdade que estava um pouco hesitante quanto ao meu futuro… mas quem não estaria? Ao longo deste último ano passei por coisas que não desejaria a ninguém mas decidi que essas lembranças seriam postas de lado de maneira a que eu não pudesse cair no erro de levar uma vida amargurada. Estava decidido. A pessoa que iria ser agora teria mais impacto na minha vida do que a pessoa que fui ao longo destes meus 17 anos.

Apressei-me a arranjar-me, afinal já eram quase 23h e se eu não chegasse a horas a Alice era capaz de surtar e fazer da minha noite um verdadeiro inferno. Estava quase pronta quando oiço o barulho de uma mensagem.

Espero que não te atrases mais uma vez. Estou pronta e ansiosa para te contar umas novidades maravilhosas. Beijos baby S2

P.S: Não penses que isso te vai livrar de me falares o que decidiste fazer após o fim das férias.

Aproveitei o momento para mandar outra de volta, onde pedia para ela me levar um gloss visto que o meu estava quase no fim. Hoje iria me divertir muito, queria chegar e arrasar. Não que fizesse parte do meu plano actual e nem mesmo do futuro, algum compromisso. Homens só servem para usar e descartar pois não podemos confiar neles. A mim jamais me apanhariam outra vez apaixonada. Não seria louca de cometer a mesma proeza duas vezes.

Olhei para o relógio da minha secretária e verifiquei que estava na hora de sair de casa se não quisesse atrasar-me. Peguei um casaco para caso do tempo esfriar e coloquei tudo o que necessitava dentro da minha bolsa. Abri a porta do quarto e não se ouvia o mínimo som. Tentei não fazer barulho com os saltos mas era um pouco difícil visto que o chão é de azulejo. Cheguei ao fundo do corredor e quando estava prestes a passar para o hall de entrada ouvi algo a quebrar-se.

Oh meu deus! Porque será que só me acontecem estas coisas a mim? Olhei para o lado e vi que tinha partido um jarro que a minha mãe amava. Decidi não dar ênfase à situação e resolvi que trataria do assunto quando voltasse. Saí de casa, apanhei um táxi e às 23.30h estava a entrar pelo bar a dentro.

Avistei logo ao longe a minha exuberante amiga e fui ao seu encontro.

- Linda, poderias dar-me o teu número? – perguntei - És extremamente sedutora sabias? – brinquei com a situação.

- Oh querida desculpa, chegaste tarde, o meu namorado chegou primeiro – disse, soltando uma enorme gargalhada que foi cedendo e transformando-se num sorriso simplesmente arrasador.

- Alice? Namorado? Sinto que perdi alguma parte desta conversa. – afirmei confusa após o que acabara de ouvir.

- Sabes que se não tivesses andado no mundo da lua terias percebido que eu, a tua deslumbrante e melhor amiga tinha finalmente começado um namoro sério com o … JASPER! – falou e ruborizou ao mesmo tempo que o meu fiel amigo se juntava à conversa.

- A sério? Vocês os dois juntos? Não poderia ser mais perfeito. Os meus dois melhores amigos felizes um com o outro. Não poderia querer melhor. Parabéns aos dois! – pode parecer estranho o facto de ficar contente por um relacionamento mas eu sei que o Jasper jamais irá fazer a Alice infeliz. Se eu acreditava que alguém poderia realmente dar certo numa relação, seriam eles pois o amor que nutriam um pelo outro era arrebatador. No fundo, apesar de já não me iludir com os homens, sabia que o Jasper era diferente e que pela Alice ele seria capaz de tudo.

- Obrigada Bells – disse-me o Jasper enquanto me dava um abraço apertado – sabes que vou fazer de tudo para a manter feliz e se não o cumprir podes-me punir que eu nem vou reclamar. – piscou-me o olho pensando provavelmente que eu estaria reticente pois era demasiado protectora quando se tratava da Alice.

- Ok, ok. Chega desta conversa melodramática – entreviu a baixinha – Tu, – disse apontando para o Jasper - vais ter com o resto do pessoal e dizes que estamos a ter um momento privado de melhores amigas e que quando acabarmos vamos lá ter. E tu minha linda amiga vens comigo pedir uma bebida e tratar de assuntos sérios. – disse com uma voz melodiosa, porém firme e séria.

Deslocámo-nos até ao balcão e pedimos dois sumos de manga. Não fazíamos tenção de começar a beber algo alcoólico antes de ‘arrumar’ a conversa que tínhamos de ter.

- Eu vou directa ao assunto Alice. – disse de modo esclarecedor – Não irei para a faculdade este ano e irei trabalhar até ver o que quero seguir. Preciso de um tempo para clarear as minhas ideias e para decidir o tipo de pessoa que quero ser.

- Já que foste logo ao ponto da questão eu também não irei prolongar esta conversa. Sabes que estarei sempre contigo não importa o que faças e só tenho a dizer que estou contente por finalmente teres tomado alguma decisão.

- Obrigada Alice. Saber que tenho o teu apoio é fundamental. - sorri timidamente.

Pensei que finalmente poderia aproveitar a noite e dirigir-me para ao pé dos meus amigos mas antes de sequer por a minha ideia em prática a Alice voltou a falar, desta vez pegando-me desprevenida.

- E sobre ele? Decidiste o que fazer? – perguntou ao mesmo tempo em que todos os músculos do meu corpo retraíam.

E agora? O que iria responder?! Já sentia o ar a faltar-me quando ouvi uma voz perto de mim...


Escrito por JessicaC.

Twikiss :)

Faltam 14 dias...

Twikiss :)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Faltam 15 dias...

Twikiss :)

Robert hoje no "The Ellen Show"!


Hoje, mais uma vez, o Rob estará no "The Ellen Show", pelo o que se sabe, para promover o filme WFE! O mesmo programa começará às 4 PM EST, o que equivale às 21 horas em Portugal (mais ou menos). Em princípio poderão assistir ao programa aqui. Se tiver alguma informação de última hora, direi.

Twikiss :)

Bons Sonhos...

Twikiss :)

terça-feira, 19 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Faltam 17 dias..

Twikiss :)

"Perto Demais" - 1º Capítulo!


Como prometido, aqui vai o 1º capítulo da fic "Perto Demais", da Liza Cullen! Espero que gostem! :) Boas leituras ;)

1º capítulo

Desabafo com a Bargirl.

PDV Edward

Tinha acabado de sair do escritório, puro cansaço. Precisava apenas de chegar a casa, dar um beijo na Sunny, minha filha, e cair na cama. Prentendia por hoje, apenas hoje, não discutir com a Rosalie mais uma vez. Já bastava as sete vezes, nos sete dias da semana passada. Guardei o meu carro na garagem e fui em direcção a casa, vendo através da porta de vidro, Rosalie com um chinelo, mostrando-o a Sunny. Suspirei a apressei o passo.
- Você não lhe vai bater! - disse entrando em casa e pegando na Sunny ao colo.
- E você não pode interferir dessa forma quando eu estiver a chamá-la à atenção!
- Eu não teria interferido se você estivesse apenas chamando à atenção e não ameaçando bater-lhe!
Fui com a Sunny em direcção ao seu quarto, sentia as suas lágrimas rolando no meu pescoço e aquilo enfureceu-me de tal forma, que eu não queria ver a Rosalie na minha frente agora, senão iria cometer um assassinato! Coloquei-a na cama e beijei-lhe a testa.
- Perdoa a sua mãe princesa, ela estava nervosa.
- Ela está nervosa todos os dias, papá.
- Nós vamos dar um jeito nisso ok? Agora durma com os anjos e não triste.
- Está bem.
- Eu amo-te.
- Eu também te amo papá.
Apaguei a luz do quarto e fechei a porta. A menina não merecia ouvir a discussão que, provavelmente eu e a mãe dela íamos ter agora. Cheguei perto da Rosalie consumido pelo ódio.
- O que pensou que estava a fazer? Batendo em uma menina de 2 anos de idade, Rosalie...
- Ela desrespeitou-me.
- Podia colocá-la de castigo, chamar a atenção dela, mas não bater. A Sunny tem 2 anos de idade Rosalie, ainda não tem noção de nada. Será que você nunca me dará paz?
- Você quer ter paz? É bem simples, junte as suas coisas e vá embora, eu e a Sunny ficaremos muito melhor sem você.
- Pode ter a certeza que chegará uma hora em que irei fazer isso, mas levarei a Sunny comigo!
Peguei no meu casaco e na minha carteira de cigarros que estavam em cima do balcão e sai atordoado de casa.
- ONDE VOCÊ PENSA QUE VAI? - gritou ela da janela.
- NÃO TE INTERESSA! - respondi.
Entrei no carro e comecei a dirigir sem destino pelas ruas de Crabridge, Massachusetts. Eu e a Rosalie estávamos casados há dois anos, a idade da Sunny. Conhecemos-nos em uma calourada da universidade, eu tinha 22 anos e Rosalie 19 e logo começamos a namorar. Por descuido meu e dela, Rosalie acabou por engravidar aos 20 anos de idade, então resolvemos casar. Ela largou a faculdade, família, o conforto da mansão onde morava... Enfim, largou tudo para se casar comigo e cuidar da nossa filha, a Sunny.
Comigo já foi diferente, continuei com o meu curso de direito em Harvard e formei-me, logo conseguindo um bom emprego em um dos melhores escritórios de advocacia da cidade, o que me ajudou muito a conseguir sustentar as duas mulheres da minha vida.
Entretanto, a Sunny nasceu, foi pura alegria. Passamos por aquele momento onde tudo é bom, acho que até se passássemos fome na época, seria bom.
Então o peso dos dois anos de casados veio com tudo para cima da gente. Sexo? Não via isso já se faziam alguns meses. Amor? Ficou escondido atrás da amargura. Carinhos? Foram substituídos pelas palavras agressivas. E assim ia o meu casamento, à base de discussões. Do que eu não gostava nada porque para além da Sunny sofrer a ver tudo aquilo, essa situação deixava-me stressado demais e eu não queria mesmo perder aquela sintonia que a Rose e eu tínhamos. Na verdade, estava a começar a achar que a sintonia tinha desaparecido à tempos!
Parei em frente a um bar que aparentava ter um certo movimento, precisava beber alguma coisa, lidar com homens, sentir cheiro de perfume barato das garotas de programa. Desci do carro e entrei no bar, encontrando um ambiente totalmente diferente do que eu imaginava. O lugar era bem limpo, as pessoas bem vestidas, nada de perfume barato. A maioria ali eram homens, assim como eu, de terno e gravata, que bebiam sozinhos, comemorando a vida solitária ou lamentando o fiasco do casamento.
Sentei-me em um banco, perto do balcão e fiquei aguardando alguém vir me atender. Uma rapariga branca, de olhos expressivos, com o cabelo preso em um rabo de cavalo, toda de preto e bem vestida veio falar comigo.
- Posso ajudar?
- Queria falar com um garçom.
- Bom, aqui, como pode ver, não há garçons, e sim Barman e Bargirl.
- E você no caso é...
- Uma bargirl. Então, vai querer o quê?
- Sério? Uma mulher?
- Algum problema em relação a isso?
- Nenhum... – dei de ombros – então, dê-me um copo de Whisky.
- Está saindo.
Ela virou de costas para mim e rapidamente me mostrou um belo copo de Whisky Johnnie Walker.
- Um Johnnie Walker Black Label especialmente para você.
- Obrigado. – respondi.
- Se precisar de mais alguma coisa...
- Eu chamo.
- Isso.
Vi ela se afastando e indo atender outras pessoas. Percebi que quanto mais tarde ia ficando, mais aquele lugar se ia enchendo com pessoas de todos os tipos, brancas, negras, homens, mulheres...

[...]

Já se passava das 12h e aquele lugar bombava, como uma boate. Fiquei irritado, queria paz, com uma musiquinha ambiente talvez, não essa barulhada toda. Deixando claro que, não que eu não goste de uma balada, mas hoje eu não estava com paciência para tal coisa. Vi que a rapariga que me tinha atendido, estava em cima do balcão, fazendo malabarismo com garrafas de vodka, a rapariga era boa naquilo. Minutos depois ela desceu do balcão e respirou, tomando fôlego, vindo na minha direcção.

- Mais alguma coisa?

- Não, acho que vou embora.

- Agora que está começando a bombar? Fica mais.

- Hoje o meu clima esta mais para lugares reservados.

Ela ficou pensando por um tempo e deu um sorriso, como se tivesse descoberto a América.

- Temos um ambiente mais reservado... Se quiser, posso levar-te até lá.

- Se você estiver mesmo falando a sério, pode levar-me até lá sim e junto com uma garrafa daquele Black Label. – respondi brincalhão.

- Deixa comigo. Agora faz assim, está a ver aquela porta grande de vidro no fundo do salão? – ela apontou.

- Estou.

- Vá até lá e a empurre, o lugar é bem bacano, com uma música ambiente massa, acho que vai gostar. Já estou levando o seu Whisky.

- Muito obrigado.

- Por nada.

PDV Bella

Com toda certeza, aquele homem não estava nada bem. Trabalho como Bargirl já há dois anos e já lidei com todo tipo de pessoas e sei muito bem que o gatão que foi para o ambiente mais reservado do bar, estava com problemas... E eu, como uma perfeita Bargirl, seria uma boa ouvinte para essa pessoa.

Cheguei perto de Alice, uma amiga que trabalhava no bar comigo também como Bargirl, e pedi para que ela segurasse o meu trabalho por um instante.

- Alice, fica de olho aí, tem alguém lá dentro precisando de mim.

- Eu vi... É gato, quem sabe você não desencalha.

- Bobinha.

Peguei a garrafa de whisky e fui em direcção a área mais reservada. Bom, agora posso apresentar-me mais formalmente certo? Sou Isabella Marie Swan, ou só Bella. Tenho 19 anos, divido um apartamento com Alice, sai de casa aos 16 anos para estudar e depois disso, nunca mais voltei. Trabalho com Bargirl tem dois anos, e pago minha faculdade de direito em Harvard com o dinheiro que eu recebo nas nights.

Eu, geralmente, era de tudo durante a noite... Amiga, ouvinte, conselheira, de vez em quando até servia de táxi para levar um bêbedo que por alguma ironia do destino, se simpatizava comigo. Esse rapaz, por exemplo, parecia ter a maior pinta de gente boa e também parecia estar lotado de problemas. Como já disse, também estou aqui para ouvir. Guardo todos os segredos que me contam, juro, é melhor você confessar comigo do que com um padre. Se eu disser que já me confessaram até assassinato você acredita? Espero mesmo que não.Entrei na área mais reservada do bar a vi o rapaz lá no fundo, em uma mesa bem escondida, pensando na morte da bezerra. Eu ri, só eu mesmo para ficar aguentando esse povo. A Alice não tinha mesmo paciência para isso. A não ser que o cara fosse bem gato, tipo esse assim.

Cheguei à mesa dele e coloquei a garrafa em cima, o que o fez olhar para mim.

- Você está péssimo e precisando conversar com alguém. Não sou paga para isso, mas abra seu coração para mim.

- Você é bem... Directa.

- Sou sim. Então, posso sentar-me ou não?

- Claro.

Sentei-me de frente para ele e enchi o seu copo.

- Beba a vontade, se precisar, eu levo-te para casa.

- Com toda certeza, seria uma péssima ideia você me levar para casa.

- Coloco-te num táxi pelo menos.

- Não me vai dizer o seu nome?

- Diga-me o seu primeiro.

- Ok... Edward Cullen, muito prazer. – estendeu a mão para mim.

- Isabella Swan, ou simplesmente, Bella.

- Então Bella... O que você quer exatamente?

- Observei-te desde que chegas-te e você está com problemas, e problemas no amor para variar, e também está precisando conversar com alguém. Estou aqui.

- Como sabe que estou com problemas amorosos?

- Assim como os taxistas, as Bargirls sabem dos problemas amorosos dos outros. Vamos lá, conte-me qual é o seu.

- Não sei se é uma boa ideia...

- Você não vai perder nada em me contar. Olha só, a minha amiga tá quebrando meu galho lá fora, meu tempo está livre e se eu fosse você, não o desperdiçava.

Ele me olhou de boca aberta e riu, não resisti, tive que rir também. Olhando agora, direitinho, sem tanta gente para me focar em volta, foi que percebi o quanto ele era lindo. Seus cabelos eram perfeitamente desalinhados, com uma cor de mel, não sabia nem explicar. Seus olhos verdes eram hipnotizantes e sua boca, que agora estava em uma linha reta, era perfeitamente rosa. Seu terno preto estava desabotoado, a gravata desfeita, todo despojado... Se bem que eu gostava de homens assim.

- Deixe-me tomar fôlego para falar.

Edward deu uma golada na bebida, o que me fez perceber a enorme aliança de ouro na sua mão esquerda. Bella, você só se ferra. Ele era hãm... Casado?

- Então, problemas com o casamento? – perguntei.

- Como sabe que sou casado?

- Você acha que não percebi essa aliança enorme no seu dedo?

- Pois é... Ela fez questão de que fosse algo visível a todos.

- O casamento está em crise?

- Estamos vivendo um pandemónio. Não sei mais o que fazer. Não penso em sair de casa sabe... No fundo acho que meu casamento ainda tem salvação, sem falar que tem a Sunny, a pessoa que mais iria sofrer.

- Sunny é...

- Minha filha, de dois anos.

- Cara, você é dos bons hein... 25 anos, casado e já tem uma filha. Parabéns.

Ok, ele era gato, parecia ser bem de vida, mas era casado e para ajudar tinha uma filha. Eu só me ferro... Não que eu tenha segundas intenções com ele, mas era impossível evitar, tinha um Deus grego na minha frente.

- E você está casado tem muito tempo?

- Dois anos, a idade da minha filha. Casamos porque Rosalie descobriu que estava grávida, éramos muito felizes, mas de uns tempos para cá...

- De uns tempos para cá vocês brigam muito, ela fica descabela, stressada, briga muito com a filha, esta sempre amarga...

- Como você sabe disso também?

- Trabalho como bargirl tem dois anos Edward, e já ouvi muita historia, sendo que muitas dessas histórias, geralmente era o mesmo caso que o seu.

- Você tem algum conselho para me dar?

- Olha, não sei de nada da sua vida praticamente, não sei o que se passa na sua casa, no seu relacionamento, mas enfim, se você acha que seu casamento tem salvação, que você e sua esposa ainda se amam, aconselho a tentar mais uma vez, por você, por... Qual o nome da sua mulher mesmo?

- Rosalie.

- Isso, por você, por a Rosalie e por a Sunny, que com toda certeza é a que mais irá sofrer com isso tudo, como você mesmo disse.

- Ela já esta sofrendo.

- Então...

- Devo ir para casa?

- Acho que sim.

Ele reflectiu por um tempo na minha frente e bruscamente se levantou, tirou o dinheiro da carteira e me entregou.

- Fica com o troco. Acho que vou para casa.

- É, faz isso. E se precisar conversar, estamos aí.

Ele sorriu e esfregou a mão no meu braço, de levezinho, sabe, quando é para cumprimentar alguém. Logo depois ele saiu, e fiquei ali, com a garrafa de Label, era sempre assim. Mais algo me dizia que esse conselho de ele voltar para casa e tentar se arrumar com a esposa, não seria bom para mim... Parecia que meu subconsciente estava arrependido. Mas por que eu estaria arrependida de ajudar alguém?

Voltei para ajudar Alice e ela veio curiosa para perto de mim.

- E ai? Desenrolaram alguma coisa?

- Amiga, aquele ali é difícil desenrolar, porque é bem enrolado.

- Como assim?

- Edward Cullen é do tipo de homem que vem como pacote, entende?

- Não.

- É casado, e tem uma filha. Ou seja, o pacote.

- Para variar né Bella...

- Pois é. Por isso, vamos voltar a trabalhar, pelo jeito hoje é um dia “daqueles”.

- Daqueles em que você coloca seu ouvido disponível.

- Não deboche de mim... Eu gosto de ouvir as pessoas e sem falar que me torno mais experiente dessa forma.

- Tá bom, agora vamos trabalhar.

Voltei a trabalhar, mas meus pensamentos ficaram em Edward Cullen. A curiosidade de saber se ele estaria se dando bem com a esposa, me dominavam. De certa forma, eu esperava que ele voltasse...


PDV Edward

Fiz o que Bella havia me dito, voltei para casa. A conversa que eu tive com aquela rapariga de certa forma me fez bem, me deixou mais aliviado, com mais esperanças de salvar meu casamento. Guardei meu carro e peguei meu telemóvel, ligando-o. Tinha mais de 25 chamadas perdidas da Rosalie.

Suspirei e fui para casa. Abri a porta devagar, para não fazer barulho e tentei ir directo para o quarto, se não me surpreendesse com a presença de Rosalie no sofá da sala, com as mãos massajando as têmporas.

- Onde você estava até essa hora?

- Por aí.

- Por aí onde? Fazendo o quê?

- Já disse Rose, por ai, pensando em mim... Em nós.

- Cansou-se de pensar e voltou para casa?

- Não me cansei de pensar, apenas coloquei um pouco das coisas no lugar.

- Quer dividir comigo?

- Quero continuar... Vamos dar uma chance.

Rosalie se desmanchou em lagrimas na minha frente, fui até ela e a abracei, reconfortando-a, por mais que estivéssemos brigados ela ainda era minha esposa, que eu amava, mãe da minha filha.

- Estou com medo disso não dar certo Edward. – ela disse – eu estou insuportável, você também está. Estamos cansados disso... E olhe para você, exala bebida.

- Rosalie, não vamos começar de novo ok?

- Esse é o problema, não vê? É sempre uma briga atrás da outra, sempre tem um motivo. Minha cabeça esta estourando e amanhã eu tenho que acordar cedo para levar Sunny ao balé e depois à creche. Vou me recolher. Boa Noite.

Ela me deu um beijo na testa e saiu chorosa para o quarto. Passei mais um tempo ali na sala, reflectindo sobre tudo. Resolvi tomar um banho gelado e me deitar. Puxei o edredom e me coloquei ao lado de Rosalie. Peguei-me rodando minha aliança, pensando em tudo e todos.

Mas por fim, o que mais me deixou surpreso foi encontrar-me a pensar na rapariga de mais cedo. Bargirl, acho que esse era o nome da profissão dela. Fechei os olhos e cheguei a uma conclusão. Aquele bar, aquela mesa e aquela garota, me fariam muito bem nesses dias turbulentos, não sei o motivo de pensar assim, mas era quase uma certeza. Por pouco não me levantei e voltei para o bar.

PDV Bella

Já se passava das 3h da manhã quando eu e Alice fomos para casa, exaustas. Eu tinha muita sorte por minha faculdade ser à tarde, porque se fosse pela manhã, eu estaria ferrada ao cubo. Como alguém que vive na noite, fica acordado durante o dia? Pelo menos durante a manhã eu tinha que descansar.

Geralmente essa era a minha rotina. Chegava de madrugada durante a semana, dormia, acordava por volta das 11h da manha, comia alguma coisa, dava uma estudo rápido e às 14h ia com Alice para faculdade.

Tanto eu, quanto Alice, éramos muito criticadas em Harvard, por trabalharmos no período da noite, e como ganhávamos um bom dineiro, as pessoas logo já iam levando tudo na maldade... Trabalhar a noite não significava que você fosse uma prostituta. Felizmente, depois de um certo tempo, o pessoal da faculdade conheceu nosso trabalho e até gostou, mudando a visão que tinham de nós.

Alice abriu a porta de casa e se jogou no sofá, exausta.

- A noite hoje foi agitada, né?

- Bastante.

- Se bem que hoje você não deu uma de conselheira amorosa. – ela riu.

- Apenas pro tal de Edward Cullen.

- Que é um gato por sinal. Se eu fosse você dava uns pegas nele.

- Você bebeu o que hoje Alice? Deve estar alucinando... Ele é casado, tem uma filha... Lembra que te falei?

- Bella, é pegar e pronto.

- Vai que cola? Nem quero pensar... Imagina, eu, Bella Swan, destruidora de lares.

- Isso é verdade, você só pode ter um mel, custa a pegar homem bom, mas quando pega eles grudam em você.

- Isso ai...

- E em relação à “destruidora de lares”, flor do meu jardim, geralmente quando é assim, o lar já está destruído, há muito tempo. Você só irá dar uma forcinha.

- Alice, vamos dormir, você esta alucinando ok? Amanhã a gente tem que estudar ainda.

A empurrei até seu quarto e ela me deu um beijo estalado na bochecha, me desejando boa noite. Só ela mesmo. Fui para o meu quarto e resolvi me privilegiar, tomando um banho de banheira para relaxar.

O Cullen veio novamente aos meus pensamentos. OMG, ele iria ficar me infernizando agora? E por qual motivo eu estava preocupada com ele? OMG mil vezes. Queria pelo menos voltar a vê-lo mais uma vez, perguntar como esta sendo seu casamento, se meu conselho havia dado certo... Se ele realmente pensava em largar a esposa.

O que acharam? Dêem a vossa opinião!

Twikiss :)